Delfim Moreira Maestro
Participar na realização de um momento tão importante na vida de um casal, como a celebração do casamento, não é simplesmente seguir um manual de procedimentos solenes ou traçar os compassos e as notas de uma partitura sem emoção alguma. Seguidor árduo dessa premissa, o maestro e diretor musical, Delfim Moreira, nascido na bela cidade do Rio de Janeiro, não abre mão dos detalhes e do zelo dedicados a cada um de seus trabalhos. Emoção e criatividade são os verdadeiros acordes que embalam a história e o cenário das mais importantes cerimônias de casamento do Estado do Rio de Janeiro. Senhoras e senhores, com vocês... o idealizador da “Delfim Moreira Coral e Orquestra”.
“A música é a expressão máxima do que vem da alma das pessoas. Lembranças de infância como canções cantadas pelos pais e avós, pode ser também um marco do namoro, ou do dia do pedido de casamento. Bem, isso é quase tudo que temos que estar totalmente atentos para que o dia do casamento seja realmente emocionante. Principalmente que haja conteúdo de vida, família, agradecimentos, homenagens e religiosidade.Sei que é impossível na maioria das vezes, mas o ideal seria que estes itens, citados acima, fossem levados em conta seriamente antes da escolha dos profissionais que estarão envolvidos na organização do evento e também a escolha da igreja e celebrante. Estas escolhas são primordiais para que os noivos não se frustrem”.
1- Quais igrejas são melhores para se casar?
É sempre muito complicado responder esse tipo de pergunta pois sempre nos deparamos com questões éticas e religiosas. Com certeza as paróquias ( igrejas que já possuem toda uma organização para servir a necessidade de uma determinada comunidade), devem, se possível, serem evitadas. Elas possuem um calendário extenso e muitas atividades comunitárias durante o dia, limitando o trabalho de profissionais das flores, iluminação e orquestra. Muitas vezes, o casamento de 20:00hs só poderá ser ornamentado após a missa das 18:00hs.
As igrejas mais apropriadas são, sem dúvida, os templos que têm agenda apenas para eventos. As do centro do Rio de Janeiro são perfeitas.
2-Por que as igrejas só permitem músicas eruditas e litúrgicas?
Bem, nossa igreja é viva!!! Estamos caminhando agora com nosso novo Arcebispo Dom Orani Tempesta para uma igreja mais jovem e com uma linguagem mais acessível à evangelização.
Por muitos anos, para ser preciso, desde 1988 as igrejas têm seguindo a orientação deste anuário. Inclusive ignorando o anuário de 2008, no qual o Cardeal Dom Eugênio anula o de 1988, dando novas orientações. Vamos aguardar o anuário de 2012 para, se Deus assim permitir, termos boas novas!
É claro que o tamanho darigidez da parte musical em 1988 se deu devido a abusos dos próprios fiéis. Temos que ter bom senso sempre. Se é para Deus e para passar alegria e sensação de amor em conjunto, esta música sim, seria apropriada.
3- Dá para fazer uma cerimônia super-rápida? Não quero cansar os convidados.
O casamento é a celebração pública máxima da cumplicidade e do namoro. Momento de dizer muito obrigado aos pais, aos avós, irmãos, amigos. Acredito que para estes não deve haver pressa. O altar se torna uma grande reunião dos seres mais importantes da vida do casal. É hora de ter esta consciência e celebrar.
Ninguém pediu para este casal ir a frente de Nosso Senhor e trocar votos em vossa presença, e desta forma se casando com a benção de Deus. Ter esta consciência é sinal de respeito e cultura. Quer um casamento rápido? O cartório é uma boa solução. Alguns Juízes vão até o local da festa e faz cerimônias bem interessantes. Os Pastores Longuinni, Jhonas Rezende, Edson, Rodrigo,a Juíza Maria Vitória, Aretuza, Lilá etc.. São boas opções.
4- Por que tem que sempre tocar a Ave Maria na hora da bênção das alianças?
A celebração de casamentos dentro dos templos católicos é recente dentro da história. Os primeiros casamentos foram realizados em templos por volta de 1480. Poucas pessoas sabem que o sacramento do matrimônio é realizado pelos noivos perante Jesus. O sacerdote orienta e preside a celebração. A liturgia do casamento é mais curta que a missa então possui alguns detalhes específicos como a liberdade da escolha de uma leitura sagrada e a escolha de um evangelho para ser lido. A eucaristia, caso os noivos estejam preparados, é permitida apenas para o casal.
Nesta liturgia, não se tem um momento específico para Nossa Senhora, então por tradição do povo e da fé em Maria, criou-se o momento da benção um momento mariano.
5- A fanfarra (anúncio de trompetes sobre os sinos) é cafona?
A fanfarra ou clarinada é uma opção muito particular. Com certeza está longe de ser cafona e de cair em desuso. Os mais sofisticados e tradicionais casamentos sempre tem a fanfarra.
Sou contra a utilização de trompetes triunfais com flâmulas, pois remetem a um tempo medieval, podendo cair facilmente no cafona.
Outro ponto a ser observado é a música que a noiva vai entrar. Ela tem que ser de um estilo que combine com esta chamada clássica.
Entrada de noiva tem que ser precedida de tensão cênica. Não é à toa que temos a sequência de sinos, fanfarra e porta de vento abrindo vagarosamente.
O tamanho, arquitetura e quantidade de convidados, são itens que têm que ser levados em conta para definir a grandiosidade da fanfarra.
6- Como posso personalizar mais a minha cerimônia religiosa?
A escolha do celebrante é com certeza 70% para um casamento totalmente dentro do universo do casal.
A utilização dos avós nas alianças, a colocação de uma imagem de uma Nossa Senhora de devoção à direta do altar sobre um prisma de vidro fornecido pela firma de flores e iluminado, pedindo ao celebrante que antes da benção nupcial, faça a consagração a Ela.
Recomendo sempre os Freis. As cerimônias são mais poéticas e eles sempre se preocupam muito em realizar reuniões prévias com o casal para saber detalhes de suas vidas.
Os Freis se envolvem com tamanho interesse na vida do casal que emociona a todos, citando nome de familiares e histórias bem particulares e inusitadas dos noivos e suas famílias.
Por Cristiane Martinelli
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